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Celebrações Tradicionais

TERNO DE REIS

Os festejos de reis são comemorados tradicionalmente nas noites de 5 e 6 de janeiro, com a apresentação do Terno das Flores. O cortejo, como é feito até hoje, sai a pé, percorrendo todas as ruas e becos da comunidade, cantando e dançando, recriando o trajeto dos Reis Magos em sua visita a Belém, para render homenagem ao recém-nascido menino Jesus.

O grupo é formado por moradores da comunidade, representando os reis magos, rainhas, porta-bandeira com guardas-de-honra, pastoras, ciganas, floristas, carregadores de adereços e lanternas e um conjunto musical, do tipo filarmônica, contratado para acompanhar as músicas cantadas pelos participantes.

 

 

 

FESTA DE SANTO AMARO

É uma festa religiosa que acontece sempre no segundo domingo de janeiro e homenageia o padroeiro local, Santo Amaro. As comemorações acontecem com um novenário na igreja do padroeiro, onde são realizadas orações e cânticos em homenagem ao santo.

Um dia antes dos festejos, Santo Amaro é levado de barco em uma procissão marítima até a localidade de Jiribatuba, onde é recebido pelo Padroeiro local, Após a celebração de uma missa, o Santo retorna à Matarandiba.

No dia dos seus festejos, é realizada uma alvorada às 5 horas da manhã. A missa, sempre celebrada pela manhã, conta com um grande número de fieis e devotos. Logo após a celebração, o santo sai em procissão pelas ruas de Matarandiba, acompanhado por seus fieis e uma filarmônica, que entoam cânticos religiosos, acompanhados de queima de fogos. A igreja permanece aberta todo o dia para que seus devotos possam visitar, fazer suas orações e agradecimentos. Após a missa, como uma tradição local, é escolhida a comissão que organizará os festejos do próximo ano, e é entregue pelo grupo organizador anterior, um ramo de flores, simbolizando o compromisso com a próxima festa. O grupo escolhido sai pelas ruas de Matarandiba com a bandeira do santo, anunciando a sua eleição para a próxima festa.

Santo Amaro

Santo Amaro

 

LAVAGEM DO ALTO DO CRUZEIRO

Durante os festejos de comemoração do padroeiro de Matarandiba, a comunidade realiza a lavagem de um cruzeiro, localizado no alto da vila. Essa lavagem tem a participação de mulheres vestidas de baiana, com jarros de flores e água de cheiro na cabeça. Elas são seguidas por um grupo de homens que toca timbau, pandeiro, agogô, e por centenas de pessoas. Após esse ritual, um carro pipa joga água na calçada e a brincadeira toma conta de todos. A manifestação também conta com a participação de alguns membros do tradicional afoxé de Salvador Filhos de Gandhi.

 

ZÉ DE VALE

O Reisado Zé de Vale é uma das mais antigas e ricas entre as manifestações da cultura popular da Vila, pois é marcada pela presença da dança, da música e principalmente do teatro popular de rua. Nesse Reisado, a população dá vida aos mais variados personagens. A história gira em torno do personagem que leva o nome de Zé de Vale, filho de uma senhora rica da localidade e que, devido ao seu comportamento “arruaceiro”, é preso no canavial. Não contente com a situação do filho, sua mãe vai à procura das mais distintas autoridades, do coronel ao presidente, tentando persuadi-las a soltá-lo. Em troca da liberdade de Zé de Vale, sua mãe oferece dinheiro, cavalo, uma barquinha, mas este só é solto quando o pedido é feito em nome da bandeira do divino Espírito Santo. Toda história é cantada a partir de versos. Esse reisado foi resgatado pela ASCOMAT após 53 anos sem ser realizado.

BOI ESTRELA

Também no mês de janeiro, em data móvel, o Boi de Matarandiba saí pela ruas da comunidade. Esta manifestação representa a farsa da morte e da ressurreição do boi, trazendo num estandarte vermelho a inscrição “Viva o Boi Estrela de Matarandiba”. A apresentação inclui uma série de canções que acompanham a dança do boi e do vaqueiro no centro de uma roda formada pelas pastoras e pelo público. O Boi Estrela investe sucessivas tentativas de chifradas no Vaqueiro, que, caindo pra cá e pra lá, consegue sempre se livrar, até atingir o Boi com o ferrão. O Boi cai morto. O Vaqueiro não pára de dançar ao redor do boi, fazendo graças. O animal permanece imóvel. De repente, o vaqueiro percebe um movimento do Boi, Estica o rabo e segura seus chifres. O Boi está vivo. Com um cântico específico entoado pelas pastoras, o Boi levanta e dança, para a alegria geral, perseguindo o Vaqueiro.

PRESENTE DOS PESCADORES

Esta festa acontece quase sempre no dia 2 de fevereiro. Os pescadores se reúnem e junto com a ASCOMAT organizam a procissão que leva o presente para Iemanjá. As canoas, todas ornamentadas, saem do Porto de Matarandiba com destino as águas claras da baía, levando seus presentes e oferendas para a Rainha do Mar. Mulheres, homens e crianças acompanham pelas ruas o cortejo que sai do terreiro de Mãe Célia. Em frente à igreja de Santo Amaro é realizado um ritual com orações, cânticos, danças e fogos. Em seguida, o grupo se dirige ao porto para embarcar nas canoas e levar seus presentes, enquanto entoam cânticos. Após a entrega dos presentes, os barcos e canoas retornam à praia, onde se forma um grande samba de roda. 

 

CORRIDA DE CANOA

A corrida de canoa é uma importante atividade náutica não poluente e de baixo impacto ambiental. Os pescadores organizam corridas de canoa entre eles como forma de confraternizar e preservar os laços de amizade.

Sempre partindo do Porto de Matarandiba, as canoas percorrem a baía com suas velas coloridas e seus homens presos ao barandar, brincando e ao mesmo tempo competindo, numa festa alegre e pacífica. Várias comunidades são convidadas a participar e, ao final da corrida, as primeiras canoas são premiadas com troféus e um brinde.

 

SANTA MAZORRA

Esta manifestação acontece há mais de 40 anos na quarta feira de cinzas. Moradores da comunidade saem às ruas com um carrinho de mão, cantando e dançando músicas tradicionais como o samba de roda e marchas. Os participantes páram de porta em porta, arrecadando alimentos como feijão, carne, arroz, macarrão, temperos e depois, reúnem-se na praça, embaixo de um secular pé de tamarineiro, e com muita alegria e animação preparam uma grande feijoada que depois de pronta é servida para todos os presentes.

 

SAMBA DE RODA ADULTO – VÔA VÔA MARIA

O samba de Roda Vôa Vôa Maria originou-se em meados de 2009. A formação do grupo – constituído essencialmente por pescadores e marisqueiras da comunidade – surgiu a partir de uma ação de caráter associativo e solidário fomentada pela ASCOMAT.

O evento de lançamento do Vôa Vôa Maria reuniu grupos de samba das comunidades vizinhas e possibilitou uma maior visibilidade da vila de Matarandiba, que se localiza em uma região de difícil acesso. O evento também permitiu promover o intercâmbio cultural entre comunidades pesqueiras próximas que, como Matarandiba, possuem uma atividade cultural bastante intensa.

Após seu lançamento, o Samba de Roda Vôa Vôa ganhou visibilidade e passou a ser convidado frequentemente para fazer apresentações em eventos, como nas Feiras de Economia Solidária e Agricultura Familiar realizadas em 2008 e 2009 em Salvador e o aniversário do município de Vera Cruz no mês de agosto. A partir disso o Vôa Vôa Maria vem se destacando cada vez mais, transformando seus sonhos em realidade e buscando sempre inovações, como, por exemplo, a gravação do seu próprio CD.

 

LAVAGEM DA FONTE

Esta manifestação acontece dia 25 de junho, após os festejos do São João. Tudo começou com o encontro das donas de casa na fonte da quarta para lavar as roupas e utensílios usados nos dias de festa. Como era muito trabalho, essas mulheres passavam o dia todo na fonte com seus filhos. Ao final dos trabalhos elas se reuniam e dividiam entre si as sobras das iguarias feitas para o São João e aproveitavam para fazer um grande samba.

Essa tradição se mantém até os dias de hoje com um grande número de mulheres reunidas na beira da Fonte, para fazer um grande samba sem a presença de homens.

 

 

GINCANA CULTURAL

A gincana educativa surgiu como necessidade de criar alguma atividade específica para crianças e adolescentes e é fruto de um diálogo da associação com as escolas locais no intuito de potencializar a formação dos estudantes. As provas realizadas originam-se de um planejamento pedagógico que visa contribuir para o fortalecimento de manifestações culturais e educacionais tradicionais na Vila de Matarandiba e da preservação dos seus recursos ambientais, incentivando assim a difusão de sua cultura popular e a formação de pessoas mais conscientes sobre sua identidade territorial e sobre o meio ambiente, numa perspectiva de melhoria das condições de vida da comunidade.

Anualmente, realizamos a gincana com a participação de crianças e jovens com idade entre 10 a 16 anos, estudantes das escolas Juvenal Galvão e Hilton Rodrigues, localizadas na comunidade.

 

SAMBA DE RODA MIRIM – OS FILHOS DE MARIA

A pedido das crianças que acompanhavam de perto os ensaios e as apresentações do samba de roda adulto e aproveitando a festa de comemoração do dia das crianças em 2010, a ASCOMAT fundou o samba de roda mirim de Matarandiba. O nome Os Filhos de Maria foi uma escolha das próprias crianças, que são os filhos dos sambadores e sambadeiras do samba de roda adulto Voa Voa Maria. O samba mirim é composto por crianças com idade entre 2 a 16 anos, que cantam, sambam e tocam com muita alegria e entusiasmo, incentivando, com isso, outras localidades a criarem o seu próprio samba de roda mirim. Para nós, o interesse das crianças e jovens é a única garantia do futuro do samba de roda na região.

SÃO GONÇALO

Os festejos de São Gonçalo, protetor dos pescadores, acontecem nos dias 25 e 26 de dezembro. O santo sai em seu nicho todo ornamentado, nos braços de um devoto, acompanhado por moradores da vila, percorrendo todas as ruas e becos de Matarandiba.

Todos os lares são visitados e, após os louvores, os donos da casa, os devotos e centenas de moradores e visitantes cantam hinos a São Gonçalo. Logo após o louvor, tem início um animadíssimo samba de roda. Homens e  mulheres, conduzem o São Gonçalo, usando chapéus de palha com fitas coloridas e roupas estampadas, cantando e dançando as cantigas típicas, ao som de afinados bandolins, pandeiros, castanholas e tambores.

 

ARUÊ

A passagem do ano em Matarandiba é comemorada à maneira dos índios. O ano velho é representado por uma padiola de bananeira, ornamentada a rigor com folhas e flores da mata local. O cortejo saí do Alto do Cruzeiro, percorrendo todas as ruas e becos da vila, ao som de cânticos apropriados e acompanhamento de apitos, assobios, tambores e pandeiros. Precisamente à meia noite, homens carregando o ano velho adentram ao mar e o atiram às águas, simulando ataques emocionais. Uma queima de fogos de artifícios marca a chegada do Ano Novo. Cerca de mil pessoas acompanham o cortejo.

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